A Kiwi Companhia de Teatro surgiu em 1996 e produziu uma quinzena de montagens teatrais. Além das peças, o grupo realizou leituras dramáticas de autores como Samuel Beckett, Franz Kafka, Hilda Hilst, Elfriede Jelinek, Heiner Müller, Julio Cortázar e Martin Crimp, organizou cursos, oficinas e debates sobre a encenação e a dramaturgia contemporâneas e eventos multiartísticos.

A Companhia publica, desde 2013, o caderno de estudos Contrapelo. Um dos objetivos do grupo responde à necessidade de, simultaneamente, fazer e pensar o teatro, contribuindo para a construção de pensamento crítico à respeito da sociedade brasileira. A Companhia é formada por componentes fixos e colaboradores em diversas áreas: Fernanda Azevedo, Fernando Kinas, Luiz Nunes, Daniela Embóm, Eduardo Contrera, Luciana Fernandes, Elaine Giacomelli, Maria Carolina Dressler, Maíra Chasseraux, Vicente Latorre, Renan Rovida, Clóvis Inocêncio, Luiz Fernando Bongiovanni, Julio Dojcsar, Marcia Moon, Madalena Machado, Heloísa Passos, Clébio Souza (Dedê), Aline Santinni, Luiz Gustavo Cruz, Maysa Lepique, Filipe Vianna, Paulo Fávari, Camila Lisboa, Marina Willer, Paulo Emílio, Gavin Adams e Marie Ange Bordas.

Os trabalhos da companhia foram apresentados em diversas cidades do país e participaram de vários festivais e encontros de teatro e performance (Bogotá, Los Angeles, Recife, São José do Rio Preto, Salvador, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, entre outros). Em 2007 a companhia foi selecionada pelo Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo com o projeto Teatro/mercadoria – Espetáculo e miséria simbólica, que incluiu apresentações teatrais, oficinas, debates e a realização de dois eventos multiculturais (festa & ideias). Ainda em 2007 a Kiwi Companhia de Teatro foi convidada pelo Sesc São Paulo para mostrar parte do seu repertório na Mostra SESC de Artes. As atividades incluíram três peças e três processos de trabalho, seguidos de debates. Em 2008 a Companhia representou o Brasil no Seminário Internacional de Performance e Feminismo Actions of Transfer – Women‘s Peformance in the Americas, organizado pela Universidade da Califórnia (ucla), Estados Unidos. O grupo produziu, em parceria com As Atuadoras, o documentário Actions of transfer – O olhar brasileiro, com apoio institucional da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Governo Federal.

Em agosto de 2009 a Kiwi Companhia de Teatro apresentou em Bogotá (Colômbia) a performance Carne – Histórias em pedaços no 7º Encuentro Ciudadanias en Cena, organizado pelo Instituto Hemisférico de Performance y Política. Em 2010 a Companhia foi mais uma vez selecionada pelo Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, agora com o projeto Carne – Patriarcado e capitalismo, que se estendeu até setembro de 2011. Este projeto incluiu apresentações teatrais, oficinas, debates, ciclo de filmes, intervenções urbanas e a realização de dois eventos multiartísticos (festa & ideias). Em 2011 o grupo foi contemplado com o Prêmio Myriam Muniz (minc/funarte) para apresentar o trabalho cênico Carne no Estado do Pará (Belém e Marabá) e no interior de São Paulo.

Em 2012 a Companhia iniciou o projeto Morro como um país – A exceção e a regra, apoiado pelo Programa de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo. No ano seguinte, este trabalho resultou em diversas atividades, incluindo uma temporada de dois meses. Em 2013 a Companhia recebeu dois prêmios nacionais (Myriam Muniz e Marcas da Memória), permitindo a realização de uma temporada do projeto Morro como um país pelo Ceará, Paraíba, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Nos primeiros meses de 2014, o grupo ganhou dois editais (proac do Estado de São Paulo e Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo) e Fernanda Azevedo recebeu o Prêmio Shell de melhor atriz por seu trabalho em Morro como um país. No segundo semestre a Companhia foi selecionada para o Circuito Cultural Paulista, circulando por oito cidades do interior do Estado com o trabalho Carne.

No primeiro semestre de 2015 o grupo desenvolveu o projeto Manual de autodefesa intelectual, que incluiu diversas atividades, estreou no Sesc Belenzinho e fez segunda temporada no Galpão do Folias, em São Paulo. Em maio o grupo participou do Circuito TUSP de Teatro com a peça Carne e, em junho, esteve em Porto Velho (RO), a convite do Festival Tapiri, apresentando a intervenção Três metros quadrados. Em 2016 ganhou o edital da Cultura Inglesa (SP) e montou Material Bond, obra inspirada na obra do dramaturgo e ensaísta britânico Edward Bond. Ainda em 2016 ganhou o edital de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo para realizar o projeto Fome.doc e a peça homônima.

Fome.doc, roteiro de Fernando Kinas, 2017.
Material Bond, roteiro de Fernando Kinas, 2016.
Manual de autodefesa intelectual, roteiro de Fernando Kinas, 2015.
Morro como um país, textos de Dimitris Dimitriadis, Edward Bond, Mauricio Rosencof, Alípio Freire e outros, 2013.
Carne, textos de Michelle Perrot, Elfriede Jelinek e outros, 2007/2013.
Teatro/mercadoria #1, textos de Guy Debord e outros, 2006/2008.
Linha, de Israel Horovitz, 2006.
O bom selvagem, textos de Jean-Jacques Rousseau e outros, 2006.
Casulo, de Fernando Kinas, 2006.
Titânio, textos de Elizabeth Bishop, Pier Paolo Pasolini e outros, 2004.
Mauser/manifesto, textos de Heiner Müller e Karl Marx, 2002.
Fragmento b3, textos de Samuel Beckett e Edward Bond, 2001.
Osmo, de Hilda Hilst, 2000.
Tudo o que você sabe está errado, textos de René Descartes e outros, 2000/2001.
Carta aberta, de Denis Guénoun, 1998/2007.
Um artista da fome, de Franz Kafka, 1998.
R, textos de Albert Einstein e outros, 1997.

Internacional, a partir de texto de Luiz Fernando Veríssimo, 2013.
Três metros quadrados, a partir de depoimentos de ex-presos políticos, 2013.
Morro como um país, a partir de Dimitris Dimitriadis, 2011/2013.
Os autonautas da cosmopista, de Julio Cortázar, 2008.
Atentados à sua vida, de Martin Crimp, 2007.
Ruanda, roteiro e direção de Fabio Salvatti, 2007.
Eu quero ser superfcial, de Elfriede Jelinek, 2005/2007.
Uma noite no teatro, de Michel Deutsch, 2002.
Auto da barca de Camiri, de Hilda Hilst, 2000.
Fragmento para teatro II, de Samuel Beckett, 2000.
Kafka rindo, textos de Franz Kafka, 1997.

Equipe


Lista dos colaboradores e colaboradoras da Companhia

Elaine Giacomelli (musicista), Maria Carolina Dressler (atriz), Maíra Chasseraux (atriz), Vicente Latorre (ator), Renan Rovida (ator), Clóvis Inocêncio (ator), Luiz Fernando Bongiovanni (coreógrafo), Julio Dojcsar (cenógrafo), Marcia Moon (cenógrafa), Heloísa Passos (iluminadora), Clébio Souza (Dedê) (iluminador), Aline Santini (iluminadora), Luiz Gustavo Cruz (cineasta), Maysa Lepique (vídeo-artista), Filipe Vianna (fotógrafo e vídeo-artista), Paulo Fávari (jornalista), Camila Lisboa (programadora visual), Marina Willer (programadora visual e fundadora da Companhia), Paulo Emílio (programador visual), Gavin Adams (artista plástico) e Marie-Ange Bordas (artista plástica).

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